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O cenário previsto para a educação em 2021

Não é possível falar sobre o cenário previsto para a educação sem antes debater a situação atual do setor que é tão importante para o nosso país. É conhecimento de todos que, não somente a sociedade como também os profissionais, não estão satisfeitos com o momento que estamos vivendo no setor educacional.

Para Anderson Alves, Integrador na Coordenadoria Regional de Educação e professor há 23 anos, a qualidade da educação decaiu devido a alguns fatores, como a ruptura do ambiente familiar, que acaba prejudicando o ensino dos alunos, e a desvalorização dos profissionais de educação, gerando um desempenho menor dos professores, que precisariam ser mais valorizados.

Outro ponto importante, segundo o professor, é a posição do governo em relação ao setor. “As políticas públicas e educacionais muitas vezes são feitas de cima para baixo e o dinheiro dentro da educação vem sendo mal investido. Isso não é uma coisa que foi de um determinado mandato, vem sendo feito de forma errada e sem planejamento há muitos anos”, comenta.

A crise que vivemos nos últimos meses não foi a causa dos problemas na educação, mas sim o fator que os tornou ainda mais reconhecíveis. É o que afirma Marcilei Vignatti, professora universitária do curso de Pedagogia e vereadora de Chapecó/SC. “Este momento tornou visível uma face da educação que já existia, apenas está sendo potencializada, estamos enxergando coisas que não enxergávamos de forma tão clara. Nós não teremos como conviver com esses problemas antigos sem que novas posturas sejam tomadas”.

Logo, torna-se clara a necessidade de impor mudanças para que haja uma educação melhor e maior qualificação do povo brasileiro. É nessa linha que também segue José Ivanir de Moura, fundador do Voz Livre, portal que serviu de palco para o debate. “Temos que ter uma voz mais ativa, exigir um progresso. Nossa grade curricular precisa também estar mais atualizada. Os professores têm que acompanhar a mudança tecnológica, usar novas metodologias, novas ferramentas e um novo material didático”.

Ao ser questionado sobre o setor educacional em 2021, Anderson Alves defende a questão do ensino híbrido. Segundo ele tudo irá mudar depois da pandemia, inclusive o pensamento das pessoas, mas a educação continuará sendo a base de tudo. Entre as soluções que podem ser praticadas, está o amparo aos alunos que foram afetados pela pandemia este ano. “Como essa formação de 2020 não vai ser a ideal, o pensamento na Secretaria de Educação no Estado é trazer aulas de reforço em turnos alternados no ano que vem. É um plano que está sendo debatido e que provavelmente vai acontecer”, explica.

Para a Marcilei Vignatti, o corte previsto para a educação em 2021 deve ser repensado. “Um corte de recursos nessa dimensão, de mais de 4 bilhões, vai fazer a educação retroagir em muitos aspectos. Toda perspectiva de corte neste setor é devastadora no ponto de vista da progressividade, do avanço das políticas públicas e da qualificação educacional da sociedade brasileira”. Ainda segundo a educadora, a volta às aulas será afetada pelo corte, já que defende o ensino híbrido e o uso de ferramentas tecnológicas. “Vamos retomar as aulas e vamos precisar ter muito mais investimento do que tínhamos até o momento. Retroagir agora é não ver a necessidade que temos”.

Ao final do debate foi concluído que, para um futuro melhor, é preciso ter motivação, incentivo e oportunidade, tanto para os profissionais quanto para os alunos. Além disso, os professores pontuaram que seus colegas da área precisam estudar e se aperfeiçoar, e não desistir do que chamam de “sonho”.

Apesar da crise que ainda estamos vivenciando e de todos os problemas que ela acarretou ou trouxe à tona, ela também torna possível tirar ensinamentos e criar debates importantes como este, que  fazem a sociedade refletir sobre o futuro do país, para que as mudanças mencionadas possam entrar em vigor e acarretar melhorias em todos os aspectos educacionais.

“Esse momento trouxe e traz a oportunidade de nós discutirmos, encarar os problemas de frente como eles são e começarmos, sobretudo nessa parte de ensino, a promover essa melhoria nas escolas a partir do meio acadêmico. É um bom momento para aceitarmos o problema, debater sobre ele e buscar soluções”, conclui J.I. de Moura.

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