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O aumento do dólar e a sua consequência na economia brasileira

Nesta sexta-feira (9), o dólar, que no começo do ano valia R$ 4,0232, fechou a R$ 5,5259. Ao mesmo tempo em que a moeda norte-americana se tornou mais valorizada, o real chegou a ser considerado a pior moeda do mundo em 2020, segundo dados da Reuters, que mostram o desempenho econômico dos países em meio a pandemia.

A crise causada pelo coronavírus tem pesado bastante para o desempenho das moedas de países emergentes, já que em momentos de maior tensão os investidores globais tendem a procurar ativos mais seguros, entre eles o dólar americano. Além disso, a dificuldade do governo para equilibrar contas e fazer a economia crescer torna os investimentos aqui mais arriscados. Os juros baixos também explicam a desvalorização.

De acordo com o economista Ricardo Rocha, o aumento do dólar americano também é uma das causas dos preços caros encontrados em supermercados. “O que chamou atenção foi o disparo no preço de produtos básicos no dia a dia, de uma cesta básica”, comenta, se referindo a insatisfação do povo brasileiro com o preço de alimentos como o arroz, em que o pacote de 5kg ainda pode ser encontrado com o valor de 20 até 40 reais.

“O que acontece: quando a nossa moeda se desvaloriza frente ao dólar, os produtos da agroindústria brasileira ficam mais baratos para quem compra de fora, gerando uma exportação maior. Além disso, para o próprio produtor fica mais interessante vender para fora, porque ele vai receber em dólar”, explica Ricardo Rocha.

Com a valorização dos produtos brasileiros no exterior, a tendência é faltar produto no mercado interno, fazendo com que os preços subam. “Outro fator é justamente a questão do Lockdown, da crise. As regras de restrições, as pessoas saindo menos de casa, e a baixa na renda do brasileiro. Os itens de primeira necessidade, como o arroz e feijão, estão recebendo mais atenção. Houve um aumento do consumo desses alimentos”, afirma o economista.

“A dica é a seguinte: se puder, substitua o cardápio, porque aos poucos iremos, naturalmente, voltar aos patamares aceitáveis. A economia se restitui de forma automática, em 2021 a tendência é voltar a se normalizar”, comenta José Ivanir de Moura, fundador do Portal Voz Livre, onde são tratados temas importantes da atualidade.

Na busca de retomada da economia em um cenário desfavorável para o Brasil, principalmente com a desvalorização da moeda frente ao dólar, o governo está tentando incentivar o consumo interno no país. Isso se dá através das assistências oferecidas como o auxílio emergencial e o Renda Cidadã, também foi pelo mesmo motivo que lançaram a nota de 200 reais.

Mesmo com o incentivo do governo, a economia interna ainda precisa de muito mais atenção. “Mais de 700 mil empresas foram fechadas só no Brasil. Estamos falando no impacto de quase 6, 7 milhões de pessoas que estavam trabalhando e agora estão desempregadas. A pandemia trouxe um impacto econômico muito forte”, diz Ricardo Rocha.

Para José Ivanir de Moura, apesar da situação econômica atual, é possível tirar um aprendizado de toda crise, tornando o momento favorável para empreendedores. “São realidades que precisamos considerar, é preciso procurar sempre informações corretas, saber como está a nossa situação econômica e tentar se adaptar a isso, além de estar atento às oportunidades que podem ser aproveitadas”, finaliza.

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